Entrevista Flavia Papa Caltabiano - Blog Tudo em Miami

A Flávia estudou comigo no colégio há muitos anos atrás, e nos reencontramos há pouco tempo pelo facebook. Ela tem um blog, o “Tudo em Miami” que dá dicas variadas de programas e lojas na cidade.
Hoje nessa entrevista sincera e feita com todo o carinho, ela conta para nós sua emocionante história como mãe, suas 3 gestações, a vida nos Estados Unidos, e como encontrou na sua fé força para cuidar de 3 filhos pequenos após perder o marido tão nova no triste acidente da Tam em 2007.


Nome: Flavia Papa Caltabiano
Idade: 37
Profissão: Dona-de-casa – “blogueira”
Trabalha? Não tenho emprego mas não paro um minuto.
Nome e idade dos filhos: Luiza 14, Bruno 12 e Anna 7.


Você que passou por 3 gestações, sentiu muita diferença de uma para outra?
Cada uma das minhas gestações foram diferentes em algumas coisas e semelhantes em outras.
Gestação da minha primeira filha: Luiza -14 anos
Esta historia começa antes de eu engravidar, pois eu estava muito ansiosa para ter um bebe, e quando comecei a tentar engravidar, meu ciclo atrasava cerca de 10 dias durante os 4 primeiros meses de tentativa e era sempre alarme falso. Fiz alguns exames e estava tudo super normal e o medico na época me disse : Flavia , não há nada de errado com você, mas a ansiedade pode atrapalhar, tente relaxar e não pensar tanto no assunto. (hahahahahah como se fosse fácil , ne’?)
Mas eu então resolvi entregar nas mãos de Deus , sou católica e procuro viver minha fe’ diariamente. Fiz uma profunda oração de entrega deste meu desejo para Deus, e me comprometi comigo mesma a não ler mais nada sobre o assunto, não planejar a tentativa, e somente orava para que a vontade de Deus fosse feita na hora que Ele determinasse.
No mês seguinte eu ja’ estava grávida ! Que felicidade ! Foi só eu parar de querer controlar tudo e deixar o Criador agir!
Tive um pouco de enjôo nos primeiros 3 meses , mas nada muito grave, somente chato.
Eu rezava e cantava musicas religiosas para minha filha todo dia. Lia um livro chamado “vitoria na gestação” e fazia as orações sempre, sentia uma paz e felicidade incrível. (fiz isto nas 3 gestacoes, assim não repetirei isto na descrição das outras. )
Engordei 15 quilos e tinha uma fome de leão. Nossa que fome.Mas tudo vale a pena.

Cheguei no hospital com 40 semanas e 2 dias. Não tinha dilatação. O medico colocou o soro para induzir o parto e 4 horas depois minha filha nasceu , linda, perfeita, apgar nota 10.
Senti dor nas contrações, mas na hora que começou a ficar insuportável, me anestesiaram e não senti mais nada. Me senti super bem disposta depois.
Eu só consegui amamentar diretamente por 3 meses , pois a Luiza começou a rejeitar o peito, virava o rosto fugindo para não mamar. Foi muito duro. Então eu tirava com a bomba e punha na mamadeira e ela então mamava. Mamava sempre pouco.
Como toda mãe de primeira viagem , veio mil grilos na cabeça, sentimento de culpa e de fracasso, mas nada como o tempo e a experiência para descobrir que nem tudo funciona como a regra ou como manda o figurino.



Minha segunda gravidez , do Bruno, também foi motivo de muita alegria, engravidei logo de primeira pois desta vez eu não tinha pressa..... O problema foi que demorei a descobrir que estava grávida pois como tive sangramento  por volta da época em que seria minha menstruacao e eu não estava com pressa de conseguir engravidar, achei que era menstruacao mesmo pois fiz um teste de farmácia e deu negativo. Quando seria para vir a próxima menstruacao, eu andava me sentindo cansada , com sono, meio de “bode” e comecei a desconfiar. Fiz o teste novamente e desta vez positvo. Fiquei toda feliz e comemorei achando que estava de 4 semanas.
Quando fui fazer aquele primeiro ultrassom em que normamelnte vemos so’ um “feijaozinho”, levei um susto , pois meu filho ja’ tinha braços e pernas, 5 dedos em cada mao e era ja’ um bebe de 10 semanas.
O susto veio 2 semanas depois quando acordei de manha com a cama toda ensangüentada. O lençol que era branco, todo vermelho. Comecei a chorar, acordei meu marido e pedi socorro.
Graças a Deus era só uma ponta da placenta que estava descolada e o bebe estava ótimo. Tive que ficar 2 meses de cama até que a placenta grudasse de novo conforme o bebe ia crescendo e empurrando ela. E’ muito sacrificante pois tive que tomar progesterona e dava muito enjôo .Eu só podia levantar para ir ao banheiro.
Engordei por volta de 17 quilos e a mesma fome de leão.
O Bruno resolveu nascer uma semana antes, eu tinha somente um dedo de dilatação, mas tinha contrações, e fui para o hospital. Ligaram o soro e em 3 horas ele nasceu. Como no primeiro parto, senti as dores, mas a diferença foi que quando me deram anestesia, no começo ela pegou somente de um lado e por alguns minutos que pareceram eternidade senti dor. Mas eu nem precisei fazer forca, ele nasceu tão rápido que não deu tempo de o pediatra chegar na sala. Nasceu ótimo, apgar 10.
Desta vez quando cheguei em casa tinha um bebê que queria mamar a toda hora e uma de 2 anos que queria minha atenção a toda hora. Eu tive muita insônia e fiquei extremamente cansada. Acho que fiquei até um pouco deprimida, o médico não deu muita bola e eu tive que agüentar no tranco. Com três meses meu leite começou a diminuir muito. Tomei aqueles chás, e tudo o que me aconselhavam , até que abriram-se rachaduras nos meus seios que sangravam e saia pouquíssimo leite. O pediatra disse que eu começasse a completar pois este sofrimento para tão pouco resultado não valia a pena. Mais uma vez os grilos e sentimento de fracasso nesta área da amamentação. Mas pude então me cuidar e tratar minha insônia e voltar a ser gente de novo. Eu estava tão cansada que perdi em um mês  os 17 quilos que havia engordado.

Minha terceira gravidez, da Anna, teve os planos antecipados. Nos queríamos esperar mais uns 2 anos, mas eu comecei a ter endometriose e minha medica recomendou que se eu quisesse ter mais um filho, aquela seria a hora ideal.Mais uma vez , na primeira tentativa eu já estava grávida. E alguns dias depois....sangramento de novo. Mais 2 meses de repouso e a historia se repetiu.
Passei o final desta gestação no verão e fiquei tão inchada que tive que tirar a aliança que ficou entalada no sétimo mês. Engordei mais de 18 quilos. Não sei quantos porque me recusei a contar depois dos 18. Mas ainda faltava 1 mes de gestação. Mas sinceramente acho que grande parte era liquido, pois nem tênis servia no meu pe’, só chinelo. E as pessoas em geral não me achavam gorda. (eu me achava a própria baleia Orca!!!)
O terceiro parto foi muito diferente. Eu havia feito uma cirurgia no colo do útero uns 2 anos apos o nascimento do meu filho. E por causa disto havia uma cicatriz que impedia a dilatação completa. Eu entrei em trabalho de parto mas não senti nenhuma dor. Descobri porque estava fazendo o ultimo ultrassom e a medica notou as contrações ritimadas e avisou minha medica.
A Anna nasceu uma semana antes , com quase 4 quilos. 
Tive que fazer muita forca, e o anestesista pediu ao meu marido que o ajudasse a empurrar minha barriga. Depois de muita forca a Anna nasceu, enorme, e ótima, apgar 10.

A amamentação também trouxe frustrações. Ela era muito grande e chorava demais . Começou a não ganhar peso na proporção devida e o pediatra disse que eu deveria completar. Fiquei na duvida e consultei uma segunda opinião que so’ me confirmou que meu querido pediatra estava certo. Eu não tinha leite suficiente . Durou 3 meses também ate’ que se fosse a ultima gota. Paciência. Sempre tive sonho de amamentar um tempão. Nunca consegui.

Não existem palavras humanas que descrevam o que é o amor de uma mãe e a beleza deste momento. O mais incrível foi descobrir que eu podia amar meu segundo filho e depois o terceiro na mesma intensidade que eu amava minha primeira filha. (é maluco mas quando estamos grávidas do segundo não podemos conceber esta idéia) É o milagre do Amor, que não de divide, se multiplica.

Achou que a cada filho a experiência ajudou a cuidar e educar com mais facilidade?
Sim com certeza. No primeiro filho pedia conselho a todo mundo, lia livros, mas não seguia nada nem ninguém. Deixava que meus instintos e minha ansiedade tomasse conta e deu muito trabalho. Um exagero de preocupacoes e mimos que custam bem caro mais tarde, mas faz parte, o primeiro filho continua sendo cobaia sempre . O segundo filho estamos um pouco mais escoladas, mas no meu caso foi 2 anos de diferença e eu ainda tinha muitas neuras. O bom mesmo foi o terceiro. Terceiro filho é tudo de bom, um sossego. Praticamente se cria sozinho.
Na verdade o aprendizado como mãe é diário, e não existe receita certa. O importante é amar sem medidas, dar limites com firmeza, e estar presente na vida dos filhos o maximo possível.

Quando se mudou para Miami?
Me mudei para perto de Miami (Plantation) 11 meses apos o acidente. Em junho de 2008.


Já tinha planos de ir antes do acidente?
Sim , eu e o Pedro queríamos muito ter um dia a oportunidade de morar fora, e poder oferecer aos nossos filhos a chance de aprenderem uma nova língua com fluência. Mas não tinha data, pois por causa do trabalho , era somente um sonho que sonhávamos juntos.


Tinha alguma familiar na cidade?
Não tinha família, mas sim uma grande amiga que foi (e é) um anjo que Deus botou no meu caminho.


Como encontrou força todos esse últimos anos para seguir em frente sem desanimar?
Em Deus. Desanimo, dor, angustia, foram de uma profundidade que não existem palavras que eu conheça que consigam descrever o tamanho do abismo, da dor, que é perder o amor da sua vida e o pai dos seus filhos, sem aviso e sem chance de dizer adeus.
A fé em Deus, e o apoio e orações do meu grupo de oração e dos padres que me acompanhavam foram 
minha fonte de sustento. E por incrível que pareça e’ na dor mais profunda que nos sentimos mais próximos de Deus. Ele entregou seu Filho único por nos, Jesus morreu para que tivéssemos vida e este mistério se abre para nos no sofrimento.

É mais difícil lidar com o menino do que com as meninas na ausência do pai ou todos sentiram da mesma maneira? Nada é fácil e esta dor foi e ainda é  intensa para todos nós de forma igual. Com o tempo vai se aprendendo a ser feliz apesar da dor.
O que acontece é que houve uma união maior entre nos 4 pois estamos sempre solidários um com o outro. Ocorre uma maior compreensão ,respeito e solidariedade pela dor do irmão e do filho e da mãe. É uma espécie de união nova que não consigo explicar. Estamos sempre atentos entre nós para nos ajudarmos. Muitas pessoas ficam impressionadas quando vêem que meus filhos se abraçam, se beijam, cuidam uns dos outros, e quase nunca se desentendem. Me perguntam qual o segredo. E eu sinceramente não consigo explicar, pois a explicação não faz sentido a razão humana. Foi a dor e o sofrimento que nos trouxe esta graça.


Como foi a adaptação das crianças na cidade e na escola ? Já falavam inglês?
A adaptação foi lenta para as meninas e um pouco melhor para meu filho. Eles falavam um inglês bem básico. Na verdade quando você muda de pais , percebe que por mais que você tenha tido aula de inglês , o dia-a-dia é bem diferente. Uma coisa é viajar a turismo e só precisar falar certas coisas e entender o básico. Outra é  ir numa reunião de pais na escola e não conseguir acompanhar a velocidade da língua, as gírias, os termos que você nunca aprendeu. Expressões que não se traduzem ao pé da letra.


A fluência para as crianças vem rápido. Elas em três meses já entendem quase tudo,e já se viram. Em seis estão muito bem e confortáveis na língua. Depois de um ano ja’ estão gringos. Minha filha caçula me deu mais trabalho pois teve um distúrbio de ansiedade chamado “mutismo seletivo” na escola. Deixo o link sobre o que se trata para não me alongar nesta historia. http://www.selectivemutism.org/
O fato é que hoje, os 3 estao super adaptados e felizes, em uma outra escola, a primeira não gostei. E valeu a pena o sacrifício do começo.


Voce que já tem filhos maiores, conte para nós um pouco do que achou de mais difícil e também o que achou de mais gostoso nas seguintes fases: bebês, crianças e adolescentes
Bebês: Mais difícil : nos dois primeiros, ensinar bons hábitos de sono. Na terceira apliquei o livro nana neném e foi um sucesso. Por causa disto ficava muito cansada e estressada.
Mais gostoso: TUDO. Amo bebê. Amo cheirar, abraçar, beijar. Vibrei com cada novidade , com cada etapa. Amava o som deles engolindo enquanto mamavam e me arrependo de não ter gravado. Amava ve-los dormindo, e sugando a chupeta mesmo quando ela não estava mais na boca.


Crianças: Mais difícil: saber dar limites com firmeza.
Mais gostoso: ver como começam a ficar mais independentes, quando aprendem uma coisa nova e ficam tão felizes. Ah! E a fe’! Fé de criança, oração de criança é a coisa mais linda do mundo. Aconselho a todas as mães que busquem a fé para poderem passar aos filhos,é o único tesouro que ninguém poderá tirar deles.


Adolescentes: mais difícil: as mudanças de humor e conflitos interiores que a criança passa. Eu estou começando nesta fase. O valores atuais de consumismo e tudo pelo corpo também preocupam muito.
Mais gostoso: é ter uma verdadeira companheira, poder conversar coisas mais profundas, ver o seu bebe se transformar numa pessoa!


Na fase da adolescência nos EUA, o que é febre nesse momento? Algum, cantor, alguma marca de roupa, algum tênis??
Aqui é bem diferente do Brasil. Claro que tem as modinhas, mas não é o exagero do Brasil.
Aqui os pais não enchem os filhos de roupas de marca mesmo que sejam ricos. Não faz sentido na cabeça de um americano certas extravagâncias que fazemos no Brasil. Festa de aniversario é um ótimo exemplo. Aqui as festa são bem mais simples . Mesmo os Bar e Bat mitzvah que são festas mais importantes , não chegam aos pés das festa de 15 anos que temos no Brasil.


Mas respondendo mais diretamente a sua pergunta, te respondo de acordo com a idade da minha filha.(14 anos) : Facebook, twitter, Tumblr. Text. Se falam por text o tempo todo. Ichat, Skype. As meninas compram muita roupa na Forever 21, Urban Outfitters e abercrombie para jeans e shorts. Aqui na Florida é quente o ano todo , portanto a roupa básica das meninas é shortinho jeans curto, uma blusa que pode ser tipo mais larguinha com um ombro de fora, ou uma regata grudadinha apelidada de sugarlips, com cores fortes. Para festas elas usam saia justa de cintura alta com uma blusa mais larguinha em cima. Vestidos tipo “bandage” bem grudadinho. (tem na Guess) Cantores desta idade : Rappers em geral como Lyl Wayne . Outros que me lembro (não sou muito boa com nomes) : Drake, LMFAO, Bruno Mars, Adele, entre outros e para minha filha : JUSTIN BIEBER !!!! Ela AMA ele. Mas não e’ unanimidade, normalmente ou ele e’ amado ou detestado.
Sapato: Um tipo alpargata, chama toms, e’ que as meninas gostam de usar na escola.


Quais os programas que você mais gosta de fazer com eles e que recomenda para quem vai a cidade com filhos? Amo ir a praia, ir no parque praticar algum esporte ou vê-los nas competições. (aqui a vida da criança gira bastante no esporte se vc incentivar)
Tem um kart indoor muito bacana que aconselho super, tem o post no meu blog. Da’ para criança de 7 a 97 anos ! Muito legal.
Acho que vale a pena ir no Miami metro Zoo, no Butterfly world, No C.B. Smith park onde tem um parque aquático e também um lago onde pode-se esquiar na água, fazer wakeboarding, tubing etc.
Everglades é um passeio que deve ser feito pelo menos uma vez! (ver jacarés e andar no airboat)
Amamos pescar aqui mesmo no lago em frente a nossa casa !
Shows, teatros e operas.
Mas eu sei que no final brasileiro quando vem acaba indo é para o shopping!


Quais os restaurantes que eles mais gostam de ir ?
Minha filha mais velha é mais requintada ! Gosta do Joe’s Stone Crab e do Nobu.
Meus menores amam churrascaria brasileira, especialmente o Grimpa . Meu filho ama hambúrguer, especialmente do Five guys.

Como é sua rotina com eles ?
Uma loucura !!!! Mas não troco por nada !
Acordo literalmente todos os dias `as 6:00 da manha e começo a preparar a lancheira da minha pequena, os outros gostam de comprar almoço da escola. Acordo eles as 6:20, 6:30,
Dou café-da-manha, lembro se eles tem que levar algo especial naquele dia, tipo, dia do violino ou do saxofone, dia de natação, teatro etc. Saímos de casa as 7:20 , minha filha mais velha tem que estar as 7:45 dentro da classe. Graças a deus não tem transito nunca e ela chega tranqüila. Enquanto eles estão na escola, é meu tempo de fazer um esporte, admnistrar minhas finanças, arrumar a casa, fazer supermercado etc. (não sobra tempo pra nada)


Tentamos almoçar entre amigas pelo menos uma a duas vezes por semana, mas em restaurante tranqüilo e perto. O horário normal de saída das crianças é as 15h. Mas meu filho atualmente fica até as 17 pois joga futebol pela escola. Minha pequena fica até as 17 nas quartas feiras quando faz teatro. E minha mais velha faz patinação no gelo fora da escola. Meu filho também joga baseball . Ainda tem aula de piano, ginástica, português (para a pequena) etc. Sou uma verdadeira motorista em tempo integral . Aqui não existem motoristas. Ou é a mãe, ou vão de ônibus, ou fazem rodízio com os vizinhos. Estamos sempre ocupados, não da’ tempo de pensar em problemas .rsrsrsrsrsrsrsr


Vem com freqüência ao Brasil? Pretende voltar um dia??
Vou ao Brasil 2 vezes por ano.
Não tenho planos de voltar, mas o futuro a Deus pertence e deixo nas mãos dele meu destino.


Como surgiu o blog e qual o principal foco ?
Surgiu numa noite de inspiração. Na verdade primeiro fiz um blog que nunca publiquei sobre meus pensamentos, minhas frases favoritas, minhas orações, etc. Deste blog surgiu a Idea do outro , pois me lembrei do Blog de da Paula ( o Ny with Kids!), grande amiga que mora em NY .O principal foco era dar dicas para os brasileiros que estão vindo para cá cada vez mais. Algo que eu já fazia por boca, resolvi por em pratica e achei divertido.


Algum produto ou brinquedo que você descobriu para seus filhos nos Estados Unidos e que adorou? O skate ripstick. So’ tem 2 rodas e e’ muito divertido depois que vc aprende a andar.


Alguma loja ( fora do roteiro turístico) que você adora para crianças?
Learning Express para os pequenos, tem brinquedos diferentes , educativos, exploratórios. Loja Ulta de cosméticos para ir com minha mais velha.


Algum hotel bacana para ir com bebês e crianças?
O South Seas em Captiva Island, ha 2 horas de carro.

Costuma levá-los com freqüência aos parques de Orlando? Estou aqui ha 3 anos e meio e já fui 4 vezes. Uma delas em excursão com a escola. Não é o meu programa preferido para ser sincera, mas eles sempre se divertem.


O que você mais sente falta da vida no Brasil e o que você considera melhor nos Estados Unidos? Sinto falta e saudades da minha família e amigos queridos. Da comida e dos médicos brasileiros. E do meu grupo de oração com certeza !!!! O calor do povo brasileiro.
O que considero melhor nos Estados Unidos são varias coisas. A qualidade de vida em geral. O patriotismo e espírito de cidadania das pessoas. O respeito pelo patrimônio publico a infraestrutura dos parques , escolas, estradas , a disposição de toda a população e não só para alguns privilegiados. Não tem poluição, não tem transito onde moro, não preciso me preocupar com assaltos no farol. Aqui todo mundo põe a mão na massa. Hoje eu estava pensando nisso na minha clinica de tênis. Aqui somos nós que catamos as bolinhas. Os garotos estão na escola.
E o anonimato !!!! Aqui , pelo menos onde moro, não faz diferença o sobrenome, a cor, a raça, o pais de origem , o status social.


Algo que seus filhos te ensinam: que não sou perfeita e nem preciso ser, o amor incondicional.


Algo que você ensina a eles: A fé em Deus e na Igreja católica. O respeito ao próximo, e a alegria em fazer o bem aos outros. E que a felicidade é hoje , com o que temos agora , na situação em que estivermos, onde estivermos. Hoje é o maior presente que temos.


Uma dica de mãe: Não jogue fora o tempo precioso que você poderia estar passando com seus filhos. De mais folgas para a babá e descubra a felicidade de estar de corpo e alma com seus filhos nesta fase em que eles ainda querem ficar conosco !


O que espera para seu futuro e futuro dos seus filhos:
Depois do acidente aprendi a viver um dia de cada vez. Tento prepará-los para serem o mais independentes possível. Espero que sigam seu caminho naquilo que gostem , sempre com Deus a nossa frente !
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12 comentários:

  1. Meninas lindo o depoimento! Flá que Deus continue te iluminando sempre para vc iluminar a todos... principalmente sua familia linda que tem uma mãezona sensacional! Adorei !! bjs Van

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  2. Flavia Amaral M B Stacchini9 de novembro de 2011 18:45

    Ka, parabens pela gostosa e emocionante entrevista. Sem nenhuma duvida, a Flavia e um exemplo de superacao! Uma mae fantastica, uma pessoa iluminada, com uma Fe admiravel! Enfim, uma mulher que merecia mesmo ser entrevistada! Adorei. Bjs

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  3. Maravilhosa, inspiradora, uma pessoa iluminada.

    amei, e virei fã.

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  4. Que delicia ler seu depoimento no meio da madrugada, entre mamadas, e lagrimas escorrendo de emoção.
    Vc e sua fé são inspiradores.
    Love you amiga.

    bjos

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  5. Sabe aquelas entrevistas que acrescentam? É essa, faz a gente repensar valores! Amei!

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  6. Adorei Flavia...
    Saudades muitas de voce vizinha.
    Vamos marcar algo

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  7. Queridas amigas, obrigada pelos comentarios tao carinhosos e em especial obrigada `a Katia pela oportunidade. Abraco em todas!

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  8. Querida Flavia, que a Nossa Senhora coloque muitas bençãos sobre você e sua família adorável. Que a sua Fe em Deus nunca se apague pois é ela que te fortalece. Obrigada por compartilhar conosco esta experiencia de vida tão edificante.
    Abraços

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  9. Que depoimento lindo! Nao conheço a Flavia pessoalmete, mas sou fa do Tudo em Miami e ela ja me ajudou respondendo de forma carinhosa às minha perguntas por la!
    Flavia, admiravel seu ponto de vista sobre a vida! Sendo mae, acabei me colocando no seu lugar e me emocionei com seu exemplo de superacao! Que Deus continue te abencoando com força, fe e filhos saudaveis e equilibrados!
    Bjs,
    sara

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  10. Flávia, que linda sua entrevista! Me emocionei... parabéns pela pessoa que vc é! beijos Marina Xandó

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  11. Que Deus abencoe essa familia!!

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  12. Flavia, parabéns pela sua força e fé! ADMIRÁVEL :) Que seu cominho continua com muita luz! Katia, obrigada por nos proporcionar uma entrevista tão enriquecedora.
    Um grande abraço,
    Vanessa Shuter Spada

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