Fotos Rachel Guedes - Projeto Família
Depois de várias leitoras me pedirem esse tema pelo Instagram, resolvi escrever sobre a decisão de ter ou não ter o segundo filho.
Eu sempre quis ter dois filhos.
Porém depois que a Bruna nasceu, confesso que tive momentos em que pensei em parar por ali.
Afinal de contas eu tive uma menina, algo que sempre sonhei, e estava 100% realizada como mãe. E não entendia como seria possível amar um outro filho como eu amava a Bruna.
Além disso minha vida estava ótima.
A Bruna foi um bebê muito fácil, dormia a noite toda sem acordar desde os 3 meses, comia de tudo, nunca ficava doente... Então a chegada de um bebê na minha vida só me completou.
É claro que minha rotina mudou 100%.
Mas estava tudo ok, já que eu tinha uma babá que me ajudava com a Bruna para eu poder continuar trabalhando e poder curtir a minha filha sem ficar tão cansada e estressada com as obrigações do dia a dia.
Mas estava tudo ok, já que eu tinha uma babá que me ajudava com a Bruna para eu poder continuar trabalhando e poder curtir a minha filha sem ficar tão cansada e estressada com as obrigações do dia a dia.
Quando a Bruna fez 1 ano começamos a conversar a respeito do segundo filho. Mesmo porque eu demorei alguns meses para engravidar da primeira vez, então agora com menos tempo e 1 filho em casa eu pensei; vou parar de tomar pilula pois com certeza vou demorar 1 ano para engravidar.
A verdade é que eu não tinha a minima pressa e estava de fato desencanada.
O meu marido sempre quis mais 1 filho e nunca cogitou ter apenas a Bruna.
Eu estava na dúvida.
Sabe quando você não quer mexer em time que está ganhando?
Sabe quando você não quer mexer em time que está ganhando?
Sim, pensamento egoísta. Mas passou sim pela minha cabeça não querer outro filho.
Um dia acordei um dia com uma cólica bem estranha. Diferente do que eu sempre tinha.
Foi então que vi que estava atrasada 1 dia e me caiu a ficha que eu poderia estar grávida.
Pensei : "ah, nao é possível, passei por atrasos de até 5 dias, inúmeros testes negativos, não vai ser de primeira que vou engravidar..."
Passei na farmácia, comprei o teste mais barato, e confirmei: positivissimo!
O primeiro positivo a gente nunca esquece, chora de emoção, de felicidade. É uma sensação que não cabe no peito.
O segundo também, mas eu chorei de medo, de insegurança.
A real é que eu não achei graça nenhuma nesse positivo.
Como assim grávida de novo!????
Depois de alguns minutos de pânico respirei, e entendi... não tinha mais volta, eu estava sim esperando outro filho. Resolvi agradecer a Deus e Nossa Senhora de Fatima que tanto me ajuda e pedir só que viesse com muita saúde e que desse tudo certo. E então encorporei que havia sido mais uma vez abençoada.
Vale ressaltar que a segunda gravidez não é facil quando se tem um bebê de 1 ano em casa. Você tem que pegar no colo, correr, abaixar, dar atenção e está enjoada, indisposta, com sono.... e a barriga cresce conforme cresce o trabalho que a primeira criança dá.
Vale ressaltar que a segunda gravidez não é facil quando se tem um bebê de 1 ano em casa. Você tem que pegar no colo, correr, abaixar, dar atenção e está enjoada, indisposta, com sono.... e a barriga cresce conforme cresce o trabalho que a primeira criança dá.
Mas até aí tudo bem. Não muda muito sua vida pois você mal lembra que está grávida, e de fato o tempo passa bem mais rápido.
Muitas pessoas dizem ter sentido uma mudança radical com a chegada do primeiro filho.
Muitas pessoas dizem ter sentido uma mudança radical com a chegada do primeiro filho.
Para mim foi com a chegada do segundo.
Quando nasceu a Manuela, aí sim eu senti uma mudança radical na minha vida.
Depois de alguns dias em casa com ela, exausta, fraca, e com a Bruna tendo chiliques de ciumes o dia todo eu me perguntei: O que fui fazer da minha vida???
Quando nasceu a Manuela, aí sim eu senti uma mudança radical na minha vida.
Depois de alguns dias em casa com ela, exausta, fraca, e com a Bruna tendo chiliques de ciumes o dia todo eu me perguntei: O que fui fazer da minha vida???
Tudo muda radicalmente a não ser que você seja das poucas privilegiadas que tenha uma babá para cada filho e folguista aos finais de semana. Se não, se prepare para se ocupar o dia todo.
E olha que nem tanto para a fase inicial, e sim para agora onde as duas me consomem com uma energia sem igual.
Durante a semana me divido com a babá e aos finais de semana com o meu marido. E como ainda tenho que trabalhar, simplesmente não existe tempo nenhum para mim.
Durante a semana me divido com a babá e aos finais de semana com o meu marido. E como ainda tenho que trabalhar, simplesmente não existe tempo nenhum para mim.
Para eu conseguir marcar uma manicure tenho que me programar com antecedência.
Para eu almoçar com uma amiga, tenho que ver se minha mãe pode vir ficar com uma delas, enquanto a babá fica com a outra.
E assim vai...
E com o trabalho das babás cada vez mais caro e com carga horária reduzida, não temos mais ninguém a noite e nem aos finais de semana. Ou seja, sem um jantarzinho, sem um cineminha, sem uma manhã no cabelereiro.
Sim, é uma fase, e logo vai passar. Tenho plena consciência disso.
Mas hoje eu digo que vivi o ano mais cansativo e intenso de toda a minha vida.
Para eu almoçar com uma amiga, tenho que ver se minha mãe pode vir ficar com uma delas, enquanto a babá fica com a outra.
E assim vai...
E com o trabalho das babás cada vez mais caro e com carga horária reduzida, não temos mais ninguém a noite e nem aos finais de semana. Ou seja, sem um jantarzinho, sem um cineminha, sem uma manhã no cabelereiro.
Sim, é uma fase, e logo vai passar. Tenho plena consciência disso.
Mas hoje eu digo que vivi o ano mais cansativo e intenso de toda a minha vida.
Passo o dia descabelada correndo atras das meninas, levando a pediatra e passando noites em claro pois sempre uma delas está com alguma coisinha. Porque sim, elas ficam doentes e uma passa para a outra e assim vão se revezando dia a dia...
Muitas vezes percebo que o dia passou, eu nem almocei e sequer tive tempo para me olhar no espelho.
Muitas vezes percebo que o dia passou, eu nem almocei e sequer tive tempo para me olhar no espelho.
E a história se repete na casa de todas as mães que conheço que estão com dois filhos pequenos. Não tem uma que não reclame do cansaço,da falta de tempo, e da vaidade deixada de lado.
Tudo isso ok.
Mas para mim o pior é a culpa. Vivo perseguida por uma culpa em achar que não consigo dar a atenção devida para cada uma delas. Isso porque sou das poucas privilegiadas que conseguem trabalhar em casa e ganhar um dinheiro. Vejo os dias passarem, elas crescerem e quero parar o relógio para curtir com calma cada uma delas, dentro de suas vontades e expectativas. E muitas vezes estou tão cansada que não consigo achar mais graça em nada que elas fazem e até perco a paciência. O que me traz ainda mais culpa depois.
Mas para mim o pior é a culpa. Vivo perseguida por uma culpa em achar que não consigo dar a atenção devida para cada uma delas. Isso porque sou das poucas privilegiadas que conseguem trabalhar em casa e ganhar um dinheiro. Vejo os dias passarem, elas crescerem e quero parar o relógio para curtir com calma cada uma delas, dentro de suas vontades e expectativas. E muitas vezes estou tão cansada que não consigo achar mais graça em nada que elas fazem e até perco a paciência. O que me traz ainda mais culpa depois.
Então hoje se eu pudesse voltar atrás, acho que engravidaria até antes da Bruna ter feito 1 ano. Pois não teria mudado muita coisa em relação à logística do dia a dia, e mais cedo eu teria um pouco de liberdade e poderia começar a pensar um pouco em mim. E no caso de irmãos, quanto menor a diferença, melhor para eles e mais fácil para os pais. Assim já vai todo o trabalho de uma vez, usa a mesma estrutura de casa, roupas, alimentação, babá...
Pois hoje se eu não tivesse a Manu, acho que teria preguiça de começar tudo de novo.
Pois hoje se eu não tivesse a Manu, acho que teria preguiça de começar tudo de novo.
Agora o lado bom e animador de tudo isso.
É extremamente prazeroso cuidar do segundo bebê.
Pois você percebe o quanto é fácil, e que trabalho de verdade vem quando o bebê começa a engatinhar.
Eu cuidei sozinha da Manu pois a baba ficava com a Bruna. Dei todos os banhos, troquei todas as fraldas, acordei todas as noites e confesso que não me incomodou em nada. Muito pelo contrário. Continuei trabalhando com ela ao meu lado e mesmo quando ela já sentava, deixava no tapete com um monte de brinquedos e lá ela passava algum tempo se divertindo.
E você percebe que sim, o bebê pode aprender a brincar sozinho e que você não precisa estar perto o tempo todo.
Você percebe que sim, o bebê pode ficar no carrinho, na cadeirinha, no bouncer ou no berço, sem você ter que pegar no colo o tempo todo.
Acredito até que tenha curtido muito mais a fase bebê da Manu por não ter inseguranças e saber como o tempo voa e não volta mais.
E fique tranquila, você vai amar tão loucamente o seu segundo filho como se fosse o primeiro. Pois cada criança é uma, e a experiência se renova, se multiplica.
É bom demais.
E você percebe que sim, o bebê pode aprender a brincar sozinho e que você não precisa estar perto o tempo todo.
Você percebe que sim, o bebê pode ficar no carrinho, na cadeirinha, no bouncer ou no berço, sem você ter que pegar no colo o tempo todo.
Acredito até que tenha curtido muito mais a fase bebê da Manu por não ter inseguranças e saber como o tempo voa e não volta mais.
E fique tranquila, você vai amar tão loucamente o seu segundo filho como se fosse o primeiro. Pois cada criança é uma, e a experiência se renova, se multiplica.
É bom demais.
Tem mulheres que trabalham com emprego fixo e precisam dar um tempo até engravidar de novo;
Tem mulheres que são mais velhas e não pode esperar tanto tempo;
Tem mulheres que querem administrar os custos até poderem ter outro filho, Tem bebês que deram muito trabalho e os pais não podem ouvir falar de outra criança por enquanto.... enfim.
Não tem regra, e em cada casa funciona de uma maneira.
Pois acredito que também deva ser uma delícia depois de un 3-4 anos você não lembrar mais de uma gestação e do que é ter um bebê em casa e poder começar tudo de novo. Sentir a emoção de um teste positivo, montar o enxoval, preparar tudo.E poder fazer isso com o primeiro filho um pouco mais independente , sem ser tão pequeno e entendendo o que é ter um irmão, facilita. Todas as minhas amigas que tiveram filhos com mais de 3 anos de diferença disseram ter sido bem tranquilo e repetiriam a experiência.
Como tudo tem o seu lado bom e seu lado não tão bom assim...
Hoje sou uma mãe 100% realizada. Apesar de todo o cansaço e falta de tempo, sou abençoada por ter duas crianças com saúde e todo dia vivenciar uma novidade. Além de poder sentir o amor por cada uma delas crescendo e me completando de uma maneira deliciosa.
E já sinto muitas saudades de um bebezinho pequeno comigo...
Não existe mais possibilidade alguma de eu ter o terceiro filho, mas tenho certeza que se eu fosse mais nova, ia acabar tendo um temporão!
Hoje sou uma mãe 100% realizada. Apesar de todo o cansaço e falta de tempo, sou abençoada por ter duas crianças com saúde e todo dia vivenciar uma novidade. Além de poder sentir o amor por cada uma delas crescendo e me completando de uma maneira deliciosa.
E já sinto muitas saudades de um bebezinho pequeno comigo...
Não existe mais possibilidade alguma de eu ter o terceiro filho, mas tenho certeza que se eu fosse mais nova, ia acabar tendo um temporão!
Então hoje quero saber de vocês que tem 2 ou 3 filhos, como foi a experiência e qual intervalo entre eles? Alguém teve um temporão?




