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Vida de Mãe - Planejando o Segundo Filho



Fotos Rachel Guedes - Projeto Família

Depois de várias leitoras me pedirem esse tema pelo Instagram, resolvi escrever sobre a decisão de ter ou não ter o segundo filho.

Eu sempre quis ter dois filhos. 
Porém depois que a Bruna nasceu, confesso que tive momentos em que pensei em parar por ali.
Afinal de contas eu tive uma menina, algo que sempre sonhei, e estava 100% realizada como mãe. E não entendia como seria possível amar um outro filho como eu amava a Bruna.
Além disso minha vida estava ótima.
A Bruna foi um bebê muito fácil, dormia a noite toda sem acordar desde os 3 meses, comia de tudo, nunca  ficava doente... Então a chegada de um bebê na minha vida só me completou.
É claro que minha rotina mudou 100%.
Mas estava tudo ok, já que eu tinha uma babá que me ajudava com a Bruna para eu poder continuar trabalhando e poder curtir a minha filha sem ficar tão cansada e estressada com as obrigações do dia a dia. 

Quando a Bruna fez 1 ano começamos a conversar a respeito do segundo filho. Mesmo porque eu demorei alguns meses para engravidar da primeira vez, então agora com menos tempo e 1 filho em casa eu pensei; vou parar de tomar pilula pois com certeza vou demorar 1 ano para engravidar.
A verdade é que eu não tinha a minima pressa e estava de fato desencanada.

O meu marido sempre quis mais 1 filho e nunca cogitou ter apenas a Bruna.
Eu estava na dúvida. 
Sabe quando você não quer mexer em time que está ganhando?
Sim, pensamento egoísta. Mas passou sim pela minha cabeça não querer outro filho. 

Um dia acordei um dia com uma cólica bem estranha. Diferente do que eu sempre tinha.
Foi então que vi que estava atrasada 1 dia e me caiu a ficha que eu poderia estar grávida.
Pensei : "ah, nao é possível, passei por atrasos de até 5 dias,  inúmeros testes negativos, não vai ser de primeira que vou engravidar..."

Passei na farmácia, comprei o teste mais barato, e confirmei: positivissimo!

O primeiro positivo a gente nunca esquece, chora de emoção, de felicidade. É uma sensação que não cabe no peito.

O segundo também, mas eu chorei de medo, de insegurança.
A real é que eu não achei graça nenhuma nesse positivo.

Como assim grávida de novo!????
Depois de alguns minutos de pânico respirei, e entendi... não tinha mais volta, eu estava sim esperando outro filho. Resolvi agradecer a Deus e Nossa Senhora de Fatima que tanto me ajuda e pedir só que viesse com muita saúde e que desse tudo certo. E então encorporei que havia sido mais uma vez abençoada. 

Vale ressaltar que a segunda gravidez não é facil quando se tem um bebê de 1 ano em casa. Você tem que pegar no colo, correr, abaixar, dar atenção e está enjoada, indisposta, com sono.... e a barriga cresce conforme cresce o trabalho que a primeira criança dá.


Mas até aí tudo bem. Não muda muito sua vida pois você mal lembra que está grávida, e de fato o tempo passa bem mais rápido.

Muitas pessoas dizem ter sentido uma mudança radical com a chegada do primeiro filho.
Para mim foi com a chegada do segundo.
Quando nasceu a Manuela, aí sim eu senti uma mudança radical na minha vida.

Depois de alguns dias em casa com ela, exausta, fraca, e com a Bruna tendo chiliques de ciumes o dia todo eu me perguntei: O que fui fazer da minha vida???

Tudo muda radicalmente a não ser que você seja das poucas privilegiadas que tenha uma babá para cada filho e folguista aos finais de semana. Se não, se prepare para se ocupar o dia todo.

E olha que nem tanto para a fase inicial, e sim para agora onde as duas me consomem com uma energia sem igual.

Durante a semana me divido com a babá e aos finais de semana com o meu marido. E como ainda tenho que trabalhar, simplesmente não existe tempo nenhum para mim.

Para eu conseguir marcar uma manicure tenho que me programar com antecedência.
Para eu almoçar com uma amiga, tenho que ver se minha mãe pode vir ficar com uma delas, enquanto a babá fica com a outra.
E assim vai...
E com o trabalho das babás cada vez mais caro e com carga horária reduzida, não temos mais ninguém a noite e nem aos finais de semana. Ou seja, sem um jantarzinho, sem um cineminha, sem uma manhã no cabelereiro.
Sim, é uma fase, e logo vai passar. Tenho plena consciência disso.

Mas hoje eu digo que vivi o ano mais cansativo e intenso de toda a minha vida. 

Passo o dia descabelada correndo atras das meninas, levando a pediatra e passando noites em claro pois sempre uma delas está com alguma coisinha. Porque sim, elas ficam doentes e uma passa para a outra e assim vão se revezando dia a dia...
Muitas vezes percebo que o dia passou, eu nem almocei e sequer tive tempo para me olhar no espelho.

E a história se repete na casa de todas as mães que conheço que estão com dois filhos pequenos. Não tem uma que não reclame do cansaço,da falta de tempo, e da vaidade deixada de lado.

Tudo isso ok.

Mas para mim o pior é a culpa. Vivo perseguida por uma culpa em achar que não consigo dar a atenção devida para cada uma delas. Isso porque sou das poucas privilegiadas que conseguem trabalhar em casa e ganhar um dinheiro. Vejo os dias passarem, elas crescerem e quero parar o relógio para curtir com calma cada uma delas, dentro de suas vontades e expectativas. E muitas vezes estou tão cansada que não consigo achar mais graça em nada que elas fazem e até perco a paciência. O que me traz ainda mais culpa depois.

Então hoje se eu pudesse voltar atrás, acho que engravidaria até antes da Bruna ter feito 1 ano. Pois não teria mudado muita coisa em relação à logística do dia a dia, e mais cedo eu teria um pouco de liberdade e poderia começar a pensar um pouco em mim. E no caso de irmãos, quanto menor a diferença, melhor para eles e mais fácil para os pais. Assim já vai todo o trabalho de uma vez, usa a mesma estrutura de casa, roupas, alimentação, babá... 
Pois hoje se eu não tivesse a Manu, acho que teria preguiça de começar tudo de novo.

Agora o lado bom e animador de tudo isso.
É extremamente prazeroso cuidar do segundo bebê.
Pois você percebe o quanto é fácil, e que trabalho de verdade vem quando o bebê começa a engatinhar.
Eu cuidei sozinha da Manu pois a baba ficava com a Bruna. Dei todos os banhos, troquei todas as fraldas, acordei todas as noites e confesso que não me incomodou em nada. Muito pelo contrário. Continuei trabalhando com ela ao meu lado e mesmo quando ela já sentava, deixava no tapete com um monte de brinquedos e lá ela passava algum tempo se divertindo.
E você percebe que sim, o bebê pode aprender a brincar sozinho e que você não precisa estar perto o tempo todo.
Você percebe que sim, o bebê pode ficar no carrinho, na cadeirinha, no bouncer ou no berço, sem você ter que pegar no colo o tempo todo.

Acredito até que tenha curtido muito mais a fase bebê da Manu por não ter inseguranças e saber como o tempo voa e não volta mais. 
E fique tranquila, você vai amar tão loucamente o seu segundo filho como se fosse o primeiro. Pois cada criança é uma, e a experiência se renova, se multiplica. 
É bom demais.

Quando pensar em ter um segundo filho, cada mulher tem que saber administrar o seu tempo e suas possibilidades.

Tem mulheres que trabalham com emprego fixo e precisam dar um  tempo até engravidar de novo;
Tem mulheres que são mais velhas e não pode esperar tanto tempo;
Tem mulheres  que querem administrar os custos até poderem ter outro filho, Tem bebês que deram muito trabalho e os pais não podem ouvir falar de outra criança por enquanto.... enfim. 

Não tem regra, e em cada casa funciona de uma maneira.
Pois acredito que também deva ser uma delícia depois de un 3-4 anos você não lembrar mais de uma gestação e do que é ter um bebê em casa e poder começar tudo de novo. Sentir a emoção de um teste positivo, montar o enxoval, preparar tudo.E poder fazer isso com o primeiro filho um pouco mais independente , sem ser tão pequeno e entendendo o que é ter um irmão, facilita. Todas as minhas amigas que tiveram filhos com mais de 3 anos de diferença disseram ter sido bem tranquilo e repetiriam a experiência.

Como tudo tem o seu lado bom e seu lado não tão bom assim...

Hoje sou uma mãe 100% realizada. Apesar de todo o cansaço e falta de tempo, sou abençoada por ter duas crianças com saúde e todo dia vivenciar uma novidade. Além de poder sentir o amor por cada uma delas crescendo e me completando de uma maneira deliciosa. 
E já sinto muitas saudades de um bebezinho pequeno comigo...
Não existe mais possibilidade alguma de eu ter o terceiro filho, mas tenho certeza que se eu fosse mais nova, ia acabar tendo um temporão!

Então hoje quero saber de vocês que tem 2 ou 3 filhos, como foi a experiência e qual intervalo entre eles? Alguém teve um temporão?


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A Hora de Tirar a Mamada dos Sonhos

A Manu ainda toma o leite das 23 horas. Ela toma um leite as 20hs, dorme e depois mais uma vez as 23 horas. 
É a tão falada "Mamada dos Sonhos" que ajuda o bebê a dormir mais alimentado sem atrapalhar o sono.

A Bruna nunca tomou esse leite. E com 3-4 meses já dormia 12 horas seguidas. Como ela ganhava peso normalmente, nunca precisei dar. E achava ótimo, pois foi um trabalho a menos.

Com a Manu foi bem diferente. 
Como ela nunca teve o sono tão estável como o da Bruna e estava acordando muito cedo, a pediatra orientou dar a mamada dos sonhos.
E de fato isso fez com que ela fosse acordando cada vez mais tarde.
Mas essa mamada me incomodava um pouco. Pois os primeiros meses com a Manu foram tão cansativos que meu sonho era conseguir dormir as 22 horas.
Esperar até as 23 hs para amamentar, trocar e arrotar era mais um processo que me deixava bem cansada. Mas eu prefiro mil vezes dormir mais tarde do que acordar antes das 6 da manhã!

Porém as coisas mudam... 
Depois que a Manu começou a levantar as 7 e pouco e não mais antes das 6, tudo começou a melhorar.
Nada com poder dormir melhor!
Nessa fase eu também parei de amamentar no peito e consegui ver que ela estava acordando mais cedo pois o meu leite não estava mais sustentando como  LA.
Então de repente essa mamadeira das 23hs passou a ser um momento delicioso do meu dia.
Pois é o nosso momento. 
Só nós duas. 
Sem barulhos, sem risco da Bruna ter ciumes, sem agitação. 

O que gosto nessa hora é que na maioria das vezes ela acorda quando eu tiro do berço, eu troco, ela esta sempre sorrindo e fica quietinha, diferente de durante o dia que não para 1 minuto.
Eu pego ela no colo, deixo coladinha em mim e dou a mamadeira. 
Muitas vezes ela continua acordada e fica no meu colo, fazendo carinho.
Outras vezes ela adormece.
Independente disso, eu passo sempre mais alguns minutos com ela em meus braços curtindo, sentindo o cheirinho e aproveitando que logo mais ela não vai mais querer ficar assim. E é apenas nessa hora que ela também curte um colinho sem levantar.

Há alguns dias em consulta de rotina questionei a pediatra sobre a necessidade desse leite as 23 horas. Ela me disse que agora já não era mais necessário e que aos poucos eu poderia tirar e sentir como ela reagiria. Afinal de contas ela já vai fazer 1 ano e está ótima de peso.

Confesso que por mais que eu tenha vontade de tirar, fico um pouco receosa e insegura em mexer em time que está ganhando... pois sim, estamos ganhando! A Manu toma esse leite e vai ate as 7.30 hs. 
E para mim está perfeito! Definitivamente não quero correr o risco dela acordar mais cedo.

Mas o que me incomoda de verdade é cortar o ultimo vinculo que tenho com ela, como um bebê mesmo.
E que é uma delicia.
Acreditem, tirar essa mamadeira está sendo mais difícil que parar de amamentar, e sei que daqui para frente esse leite não é mais necessário e que mantê-lo só vai fazer com que eu não consiga tirar mais. 
E quanto mais eu esperar, mais difícil será.

Todas as noites eu falo: Hoje eu não vou dar o leite das 23hs!
E pronto, acaba a novela lá vou eu fazer o leite e ficar coladinha nela.

No seu ultimo filho é incrível como você fica melancólica a cada mudança, pois sabe que não vai mais passar por aquela situação de novo.
E quem não ama ficar agarradinha ao seu bebê por alguns minutinhos?

Então hoje eu que pergunto a vocês, até quando vocês deram o leite das 23hs? Foi tranquilo tirar?
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Vida de Mãe - O Mundo Real


Tenho me questionado muito sobre como educar minhas filhas, e há pouco tempo passei por uma situação que me incomodou bastante e fiquei sem saber como reagir.

Nunca como mãe havia vivenciado uma cena de ver a Bruna sentida e magoada por um comentário de outra criança. 

Eu ainda estou no processo do desfralde da Bruna ( que será pauta para o post da semana que vem) e por orientação resolvi não forçar e deixá-la a vontade no seu tempo. 
Nunca esquentei minha cabeça com isso e nem pretendia esquentar.

O que aconteceu foi o seguinte... fui trocar a Bruna no banheiro da Estação São Paulo quando fomos ao Show do Palavra Cantada. De repente entra uma menina na faixa de 4 anos com a mãe , aponta para a Bruna e fala para a mãe dela: "Olha mamãe, um bebezinho" !
A Bruna olha para a menina e fala: "Eu não sou um bebezinho, a Manu que é"
Fiquei contente dela esboçar um comentário de defesa.
Mas em seguida a menina começou a rir e falou: " Você é sim, só bebezinho usa fralda! bebezinho, bebezinho, bebezinho" !
E ficou rindo da Bruna.
A mãe dessa menina, meio sem graça, tirou ela de lá e saiu. 
Não preciso nem comentar o que senti....

Em seguida entra outra mãe com 2 meninas, e por uma coincidência muito chata elas apontaram para a Bruna e falaram entre elas: Nossa, que menina grande usando fralda! E começaram a rir.

E dessa vez a Bruna olhou para mim com lágrimas nos olhos e falou: Mamãe, eu não sou bebezinho! Não sou! 

Ah se eu pudesse descrever a raiva que senti daquelas crianças e também a angustia que senti vendo que pela primeira vez minha filha sofreu, sentiu e se aborreceu. Fiquei sem chão, tentando deixar a raiva de lado para poder contornar essa situação e conseguir conversar com a Bruna. Pois a minha presença ali era seu porto seguro.

Sei que as crianças não fizeram por mal, é claro. 
Criança é inocente, mas pode ser muito cruel sem saber.

Depois disso a Bruna não quis mais ver o show, ficou super impaciente, começou a fazer malcriação e estava nitidamente chateada. 

As vezes tenho a sensação que sou uma ótima mãe. Mas as vezes me parece que não tenho estrutura emocional para lidar com certas situações, que daqui para frente serão cada vez mais frequentes.

Agora a palavra da moda é o Bullying. 
E o bullying nada mais é que uma agressividade verbal ou física. E isso sempre existiu e me preocupa bastante. 
Agressões bobas seja porque a criança usa óculos, é gordinha, é oriental... e até fatores mais sérios que envolvam violência física mesmo.
Muitas vezes o que pode parecer uma besteira como no caso da Bruna, pode até trazer traumas para uma criança que não tenha ainda maturidade para entender.

Tenho que ter sabedoria em ensinar minhas filhas a lidarem com as diferenças de maneira natural,sem preconceito, e também ensiná-las a se defenderem quando eu não estiver por perto. 
Mas como fazer isso?

A cada dia que passa venho me deparando com novidades no mundo da maternidade que não imaginava passar. Muito mais do que saber entender um choro, acordar de madrugada ou cuidar de uma assadura. Isso para mim nunca foi uma dificuldade.

Muito se fala do desafio de cuidar de um bebê e como isso muda as nossas vidas... 
Mas alguém nos prepara para quando seu bebê começa a se tornar uma pessoa de verdade e precisa viver sua própria vida, que não é só feita de conto de fadas, mas também de aborrecimentos, frustrações e dificuldades?
Como a Bruna reagiria se eu não estivesse por perto?

Eu estou crescendo, amadurecendo e aprendendo com as minhas filhas. 
Só acho que não estou, e nunca estarei, preparada para vivenciar o sofrimento delas. Seja em qual intensidade for. 
Então espero e torço para que a vida seja muito boa com as duas, e evite que pessoas maldosas e agressivas cruzem seus caminhos.

Aqui não me cabe mais proteger, mas sim orientar e informar.

E para nós mamães, bem vindas ao mundo real !!!
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Vida de Mãe - Viajar sem os filhos - Ir ou não ir?

Quem me acompanha no Instagram já sabe que viajei no final de semana passado sem as minhas filhas. Desde então recebi vários emails pedindo para contar como foi.

Já havia tido uma experiência antes, que foi quando a Bruna tinha 8 meses e eu passei 6 dias fora, e agora 2 anos depois, deixando as duas por 3 dias.

Da primeira vez foi tranquilo. Eu consegui desligar, aproveitei, a Bruna ficou super bem e nem sentiu.

Mas dessa vez não foi fácil, deixar duas é diferente. 
Pensei e repensei inúmeras vezes antes de decidir.
Pois sou o tipo de mãe que não consegue ficar 2 horas longe de casa sem telefonar mil vezes ou me preocupar com algo que possa acontecer. 
E mesmo as meninas ficando com a minha mãe, pessoa que mais amo e confio no mundo, eu não consigo relaxar 100%. Sempre acho que elas irão sofrer, irão sentir, que ninguém saberá entender um choro delas como eu....
Fora a logística de cuidar de duas que tem necessidades e horários diferentes.
Se já é difícil para mim com a ajuda de uma babá de segunda a sexta, imagina para a minha mãe!

Procurar a hora certa para viajar é algo que não funciona. Com duas então, esquece! Sempre um deles poderá ficar doente, pegar uma virose, cair e se machucar... 
Como diz a minha mãe; Não planeje nada com muita antecedência e nem crie muita expectativa, pois com filhos a gente não consegue saber como será daqui a meia hora!

Então marque a sua viagem e tente se organizar e deixar a rotina dos filhos estruturada para continuar funcionando sem a sua presença.

Eu precisava muito desse tempinho. Sabe quando você quer apenas alguns momentos para desligar e lembrar que você existe, que seu casamento existe e que você pode se arrumar um pouco, soltar o cabelo, usar um salto e tomar algumas taças de vinho em um restaurante sem hora para ir embora ???

Eu estava no meu limite, não só o cansaço físico por cuidar delas, mas cansaço por ter trabalhado um absurdo esse ano sem parar, e sem tirar a cara do computador. Claro, é maravilhoso ter muito trabalho e eu agradeço a Deus todos os dias, mas já estava no ponto que precisava respirar novos ares para poder reciclar as idéias e voltar com pique total. 
E é claro, precisava de um tempinho que fosse com o meu marido para passear , sair para jantar, me arrumar e curtir um pouco nós dois. 
Afinal pensar só um pouquinho em nós mães de vez em quando não faz mal não?!

Eu estava mais encanada em viajar não tanto pela Manu, pois eu já havia tido uma experiencia de deixar um bebê com 8 meses e de fato eles não sentem tanto, mas sim pela Bruna . Essa com certeza sentiria demais. 
Por isso optei viajar em uma quinta no almoço e voltar domingo a tarde, assim eu ficaria 2 dias inteiros apenas sem vê-las. 

Eu estava ultra animada, não via a hora de ir. Mas quando chegou na véspera depois que as meninas foram dormir, começou a me dar uma agonia, uma culpa, que quase desisti. Quando fui dar o leite da Manu as 23 hs e vi ela dormindo, tão pequena, tão bebê e tão grudada a mim eu pensei; tadinha, o que ela vai pensar amanhã quando não me ver ou quando não for eu quem trouxer o seu leite?

Pronto, nem preciso falar que chorei feito uma doida e não estava achando mais graça nenhuma na viagem. Fora a nóia de pegar um avião que também me deixa super nervosa.

No dia seguinte deixei a Bru na escola e como não gosto de mentir eu disse: Bru, a mamãe vai viajar, a vovó vai pegar você hoje e logo logo a mamãe volta tá? e ela disse: Mamãe, eu não quero que você vá, a Bruna pode ir junto?
E então mais um motivo para a boba e emotiva aqui chorar na porta da escola, isso por causa de 2 dias que ficaria sem vê-la...
Em seguida fui para casa me despedir da Manu e aí sim eu me acabei em lágrimas. Pois ela só abria aquele sorrisão de sempre sem entender nada,o que me fazia me sentir mais culpada em deixá-la. 

Então minha mãe disse; Vai tranquila, você sabe que suas filhas são minhas filhas. Tente aproveitar...

E eu prometi que não ia mais chorar.

Mas acho que não passei mais de 1 hora sem mandar um texto perguntando como elas estavam, se elas comeram, se dormiram....

E no  final o saldo foi mais do que positivo. 
A viagem foi ótima. Consegui descansar um pouco, dormir até mais tarde, tomar um vinho, curtir o marido, passear... mas confesso que no terceiro dia eu já estava angustiada de saudades e parecia que estava fora há 1 semana!
Como rendem os dias sem as crianças!

Porém foi só eu saber que a Manu estava febril que pronto, já queria voltar, não consegui dormir mesmo sendo a última noite e liguei para minha mãe o tempo todo. Sabe quando você começa a encanar que ela vai piorar, que vai precisar de mim... E então eu não via a hora de estar em casa.

Viajar é muito bom, mas nunca mais será igual a quando você não tinha filhos. A toda hora você olha no relógio e pensa neles; 
Será que elas acordaram bem? 
Agora elas devem estar almoçando... 
Será que tomaram o remédio?
A essa hora elas estão vendo o filminho...
Fora que qualquer criança que você veja na rua já pensa nos seus, quer comprar um monte de presentes... tudo lembra o tempo todo!

Para minha surpresa a Bruna que era minha maior preocupação, ficou ótima. Falou comigo no telefone, não chorou , me viu no Skype e entendeu que logo eu voltaria... e a Manu que eu achava que não sentiria, ficou super caidinha.

A volta para casa foi marcante. 
A carinha de cada uma delas quando me viram foi algo que nunca mais vou esquecer. A Bruna me abraçava e pulava, e a Manu estendia os bracinhos e gritava, como se não acreditasse que eu estava ali. E isso me deixou ainda mais emocionada.


Eu tinha planos de viajar de novo com o meu marido no final do ano por uns 6-7 dias. Desisti de vez.
Também tinha planos de levar só a Bruna para a Disney e deixar a Manu com a minha mãe, e também desisti de vez.

A real é que quem sofre nessa separação com viagens somos nós mães. Os filhos podem até sentir , mas nada que seja traumático ou que alguns minutos conosco depois, não apague a ausência de poucos dias.

Acho que nesse momento, eu não estou preparada e estruturada emocionalmente para ir de novo. Elas são muito pequenas e eu quero estar por perto. 
Estão na fase de ficarem muito doentes, se não é uma, é a outra. Dá muita angústia deixá-las.
Talvez quando elas entenderem mesmo a situação, forem um pouquinho maior, brincarem entre elas e quererem de fato  ficar na casa da avó por livre e espontânea vontade, eu consiga ir tranquila. Acredito que isso só daqui uns 2-3 anos, nada que eu não possa esperar para ter a minha tão sonhada 2a  Lua de Mel!

Mesmo assim, continuo achando mais do que necessário e até questão de sobrevivência para o casamento ter um tempo só para o casal. E para isso viajar é excelente e eu mais do que recomendo.
Tenho amigas que viajam 10-15 dias com o marido todo ano e largam os filhos numa boa, por outro lado tenho amigas que só viajam com todos juntos e que levam bebês de poucos meses em voos de mais de 12 horas para não deixa-los.

Eu não sou exemplo para ninguém e acho que sou neurótica e super protetora demais até... Então hoje foi mais um relato da minha experiência, e não do que acho ideal.Descobri que sou o tipo de mãe que precisa ficar na sua zona de conforto para não sofrer, e isso é o ideal para mim.

Por isso hoje se eu viajar sem elas, é para no máximo 1 final de semana. E já está ótimo para mim.
E Disney, só com a familia toda junta! Então acho vamos esperar até a Manu crescer mais um pouquinho...

E vocês, já viajaram sem os filhos pequenos, como foi a experiência???
Alguém foi para a Disney com 2 crianças com menos de 3 anos?

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Disciplina na hora de dormir

( Manu em pé no berço sem querer dormir)

Se tem algo que eu me orgulho muito aqui em casa é a disciplina que consegui colocar na Bruna na hora de dormir. 
Desde bebê é luz apagada, porta fechada e cama. 
Com ou sem sono lá ela fica até dormir.
E sempre foi assim.
A Bruna nunca acordou de madrugada, a não ser quando está com tosse ou doente. Nunca acordou antes das 7 e sempre dormiu no mesmo horário. Ela é super ativa durante o dia, agitadissima,não para 1 minuto, mas quando dorme , dorme mesmo.
Talvez esse resultado também se deve ao fato dela ter passado o seu primeiro ano sem cólicas, refluxos, ou mesmo febre, viroses e resfriados que são fatores que acabam atrapalhando o sono da criança e tirando da rotina.

Quando engravidei da Manu todo mundo me dizia: Impossível você ter 2 filhas que durmam tão bem assim. Pode esperar que a próxima vai te dar trabalho!

Dito e feito.

Aqui com a Manu cada semana é uma novidade na hora de dormir.

Não que ela me dê o maior trabalho do mundo. Não tenho nem o direito de reclamar. Ela só não tem o sono tão pesado e constante como a Bruna. 
E poderia ser bem pior se eu já tivesse me rendido às vontades dela. 

E como vocês sempre me perguntam como anda a rotina dela aqui em casa, é esse o tema do post de hoje ; não se renda ao seus filhos que uma hora tudo entrará nos eixos!

Eu venho tentando firme e forte manter ela na rotina, mas não é fácil... Primeiro porque desde que ela nasceu já tiveram vários fatores que "atrapalharam" o aprendizado de dormir. 
Foi internada no hospital com 4 meses, depois teve 2 gripes fortes com muita tosse, teve a virose da estomatite ( essa foi a pior)... e em cada uma delas, a primeira coisa que acaba prejudicando, é o sono.

O que eu quero passar hoje para vocês são 2 dicas importantes nesse aprendizado; Não tirar da Rotina e Deixar o bebê aprender a ficar sozinho no berço.

A primeira dica significa não só não tirar da rotina e sim, não tirar do berço! 
Pois acreditem, eu também já tive muita vontade de trazer a Manu para a minha cama nos dias que ela não estava bem ou simplesmente não queria dormir e queria brincar. Mas a cada vez que você cria uma situação ideal para a criança e para você não ter tanto trabalho ou dor de cabeça, acredite, isso vai te trazer trabalho em dobro depois.
Que filho que quer sair da cama da mãe depois de passar uma noite toda dormindo ao seu lado?
É duro para uma mãe ver seu filho chorando quando está doente. Mas eu sempre resisti e nunca tirei ela do berço.
Só eu sei quantas vezes eu entrei e saí do quarto até ela se render ao sono ou mesmo dormi no quarto dela.

É saber achar um ponto de equilibrio.

Sou a favor de deixar o bebê chorar, mas com coerência, com sabedoria. Sem traumas para ele ou para a mãe.
Prefiro mil vezes ficar exausta alguns dias enquanto ainda é fácil adaptar o bebê à sua rotina, do que lá na frente ter que ensinar uma criança maior. 

Agora a fase aqui em casa é a seguinte; a Manu desde que aprendeu a engatinhar, não quer mais dormir. Pode estar morrendo de sono, mas é só colocar no berço que ela levanta e fica chacoalhando a grade. Depois de um tempo começa a chorar pois quer atenção. Seja no sono da tarde ou no da noite.

Já está assim há algumas semanas. Quando ela chora eu entro no quarto, coloco ela deitada, e saio. Tenho feito isso inúmeras vezes, e depois de quase 1 hora, ela dorme. Pois nem ela aguenta levantar e sentar tantas vezes. E depois que dorme, não tem acordado mais.
Assim ela entende que se não quiser dormir, vai ter que ficar no berço. E que eu estou por perto, não abandonei.

Mas o que posso passar para vocês e que aprendi ao longo desses quase 9 meses da Manu é que poderia estar bem pior caso eu me rendesse às vontades dela.
Pois se depender dela, ela não dorme.

Eu  tenho muitas amigas com filhos de 2 anos que quando acordam, só voltam a dormir na cama dos pais, e depois elas tem que levar de volta ao berço. Agora imagine fazer isso todas as noites!

Ensinar a dormir é um jogo de paciência, mas o quanto antes você se dispor a fazer, melhor a longo prazo.

A segunda dica que quero passar é: Deixe o Bebê ficar sozinho no berço.
Isso vale para depois que ele acordar.
É excelente ele aprender que pode ficar um tempo no berço sozinho seja brincando com algum bichinho, vendo um mobile, colocando o pé na boca, ficando em pé na grade...
Isso faz com que você possa ganhar mais uns minutinhos de sono. Pois se o bebê estiver bem, mesmo que acordado, você não precisa tirar ele do berço imediatamente.
A Bruna desde pequena acorda, fica brincando, conversando, só me chama quando já não aguenta mais ficar lá. E muitas vezes passa um bom tempo deitada sem chamar. O que me ajuda muito pois é o tempo que as vezes eu preciso para trocar a Manu e dar o leite dela.

Pois a Manu ainda esta aprendendo a esperar. Mas já está funcionando...
Ela acorda e já tem ficado um tempão no berço me esperando. Quando realmente não aguenta mais ela começa a resmungar e eu apareço.
E tenho ganhado quase meia hora pela manhã. O que é já é um super bônus!

Então hoje estamos assim; Manu vai para o berço as 20.00hs depois de tomar leite. Leva quase 1 hora para dormir e eu fico no entra e sai do quarto. Mantendo sempre a luz apagada e a porta encostada.
Depois ela dorme e as 23 eu pego do berço, dou mais uma mamadeira. As vezes ela acorda , as vezes não, mas sempre dorme em seguida. 
E tem ido até umas 6.30- 7 horas, e mais a meia horinha no berço brincando sozinha.

Estou quase na situação ideal, falta só tirar a mamada das 23 e então chegarei lá!

Isso tudo para dizer que mesmo tendo duas filhas com sonos e personalidades totalmente diferentes, o objetivo é o mesmo; fazer com que a criança durma sozinha em seu próprio berço e aprenda a ficar um  tempo nele. 
E mesmo que para 1 filho você ensine em semanas e para outro leve meses, não desista e mantenha a rotina que você estabeleceu pois pode demorar, mas a criança acostuma.

E vocês mamães, se rendem ao charminho dos seus filhos para mudar a rotina ou se mantem firmes ?

E quem quiser rever todos os posts sobre rotina aqui no blog é só clicar nos links abaixo! Acho que daqui a pouco posso escrever um livro de tanto que já falamos sobre isso não!?

Rotina com um Recém Nascido
Organizando a Rotina - 1a Etapa
Organizando a Rotina - 2a Etapa
Organizando a Rotina - etapa final
Rotina Geral
Começando tudo de novo
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Vida de Mãe - A Beira de um Ataque de Nervos




foto : Google Images


Nesse último feriado de Pascoa posso confessar que cheguei no meu limite de cansaço desde que a Bruna nasceu. E esse é mais um post desabafo.

Tenho certeza que não será a ultima vez que me sentirei assim. Mas sabe quando você chega em tal ponto de exaustão que tem vontade de fazer um click e aparecer em uma praia deserta em uma rede com a brisa do mar, e dormir, dormir, dormir....


Paradoxo ou não, eu mãe extremamente dedicada, apaixonada pelas minhas filhas e pela maternidade, também tenho vontade de ter um pouco mais de tempo para mim. 
E atualmente não consigo enxergar quando chegará este dia!

Tudo começou na semana passada quando depois que a Bruna ficou 10 dias com tosse acordando a noite toda, a Manu pegou uma virose que transformou toda sua tranquilidade e calma, no bebê mais estressado do mundo. 
Sem exageros, tudo que ela não chorou em 8 meses, chorou nessa Páscoa.

Na madrugada de sexta para sábado fui levar a Manu no hospital pois ela não estava bem e só chorava. Resultado; uma estomatite por vírus que lotou a boca dela de aftas.
Chegamos em casa quase as 2 da manhã e ela dormiu 2 horas e depois chorou a madrugada toda sem parar. Quando foi 6 da manhã, a Bruna acordou com pique total e eu ja estava quase surtando de cansaço. Principalmente porque aos finais de semana e feriados não tenho ninguém aqui em casa para ajudar com elas. Somos sempre eu e meu marido.

Esse dia estava programado para sairmos todos, comprar as coisinhas que faltavam para a decoração de Páscoa mas foi o dia todo em casa com a Manu chorando, sem dormir e super estressada.
Além disso a casa fica um caos, brinquedo espalhado por todos os lados , a Bruna que não para quieta 1 minuto e a Manu que escala todos os móveis, e são duas para almoçar, duas comidas diferentes, em horários diferentes, duas para dar banho, trocar, trocar de novo.... No meio do dia já estava mais do que exausta e não aguentando mais choro de criança.

Decidimos então dar uma volta no Shopping já que a Manu estava ruim mas não tinha febre. 
Péssima idéia.
A Bruna cismou com um coelho gigante de pelúcia que viu em uma loja de brinquedos e não queria largar o bichinho e nem sair da loja. Aí foi aquele show de horror. Ela começou a ter chiliques, gritava na loja que queria o coelho, se jogava no chão... nisso a Manu que já não estava no seu melhor dia, também desabou a chorar. Foi mais choro no carro a volta toda.

Chegamos em casa e lá vai o processo de novo; troca fralda das duas, papinha para uma, jantar para a outra, coloca pijama em uma, depois na outra, lava mamadeira, estereliza chupeta, faz inalação na Bruna, troca fralda de novo....aaaaaaaaaaaaaaaaaa!

A noite enfim a Manu capotou, depois a Bruna e depois a mamãe aqui.
E em meio a tanto cansaço apenas lembrei de acordar para amamentar as 23 horas, e depois corri para a cama pois qualquer minuto seria precioso, já que a Manu estava acordando de hora em hora por causa do desconforto. 

E assim fui pingando a noite toda, dormindo com um olho aberto e outro fechado depois de quase 48 horas sem dormir.

Resultado; esqueci completamente de montar a casa do coelho, deixar a comidinha para ele e quando a Bruna acordou no dia seguinte correu para a casinha e falou: Mamãe, nós esquecemos de deixar a comidinha do coelho? ele nao vai trazer ovinho para a Bruna....

Não preciso nem dizer que comecei a chorar na hora e pensei; que mãe desnaturada eu sou. Mas de fato eu não tinha como dar conta de tudo e lembrar da tal cenoura do coelho.
O domingo de Páscoa correu tudo bem, dentro do possível com um bebê doente. Mas sair um pouco de casa, da bagunça, almoçar com a família ( é claro que revezando com o marido, enquanto um come, ou outro fica com as meninas) ajudou a espairecer um pouco.

E desde a semana passada a Manu que já não tinha um sono muito pesado, passou a não dormir mais depois do almoço e pingar a noite toda. 
De novo!

E mais, eu que já estava quase desmamando , só dando o peito pela manhã e noite pois ela nem queria mais e adorava Nan na mamadeira, passou a rejeitar o LA e a mamadeira. 
Grita, não toma, e só quer o peito. Nem chupeta mais ela pega pelo trauma da dor na língua por causa das aftas. E sem chupeta fica nervosa, irriquieta e não dorme direito.
Minha produção de leite que já tinha reduzido bastante e era suficiente para 2 mamadas por dia, começou a desregular de novo, meu peito empedrou e começou a produzir muito, tudo de novo.

Ou seja, voltei ao zero mais uma vez.

Agora vou recomeçar com a Manu todo processo de sono e ainda tenho que achar uma maneira dela retomar a mamadeira pois precisa de água e suco , além do LA . E apesar de eu poder amamentar ainda, não quero que ela só dependa do meu leite. É muita responsabilidade.

O mais difícil de tudo para mim não é todo esse trabalho que dá cuidar de dois filhos, pois sempre fiz isso com o maior prazer. O duro é fazer isso cansada, sem dormir, fraca.

Mas a natureza de nós mães é muito sábia, sempre nos adapta para podermos ter força para cuidar dos nossos filhos. É um exercício diário de paciência e sabedoria.

E o meu tão sonhado banho mais demorado ou minha volta para o Pilates, terão que esperar mais um pouquinho...

E vocês mamães, tem dias que também gostariam de ter um pouco mais de tempo para vocês ou desligar por algumas horas? Como aguentam a rotina sem dormir a noite???

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Vida de Mãe - Não compare e deixe seu filho crescer feliz !

Depois que nossos filhos nascem nós mães passamos boa parte do tempo nos orgulhando de cada novidade e atitude deles. 
E é claro que mesmo inconsciente estamos sempre querendo que nossos filhos sejam os mais bonitos, os mais fortes, os que ganham mais peso, que andam antes que todos os outros, que nunca ficam doentes,  enfim. 

Ontem em mais um capítulo do "terrible two" da Bruna , ela estava se jogando no chão pois não queria fazer xixi no peniquinho e eu já sem paciência falei para ela: Você viu que  todas as suas amiguinhas mais novas já tiraram a fralda?  
E em seguida me arrependi e me dei conta do quanto agi mal, pois ao invés de entender o porque ela não quis fazer no peniquinho, eu comparei às crianças mais novas.

A Bruna vai fazer 2 anos e meio e ainda não tive sucesso no desfralde. Não foi por falta de tentar de todas as técnicas e maneiras imagináveis. Mas ela simplesmente não tirou porque não quis, acho que por birra mesmo,  e daqui para frente a escola vai dividir essa tarefa comigo.

Então diariamente lido com comentários do tipo: como assim ela ainda não tirou a fralda? Ela é tão esperta... Vai ser super fácil...  Ah, você não se esforçou vai! 
É só ter um pouco de boa vontade...

Ainda bem que eu me importo zero com o que as pessoas falam, e sei que não fará diferença alguma na vida dela se ela tirar a fralda com 2,5 ou com 3 anos. 

O primeiro pediatra da Bruna, uma pessoa extremamente sábia e carinhosa, sempre me orientou para nunca comparar o desenvolvimento dela com o de outras crianças. E eu nunca me esqueço disso.
Comparar pode frustrar a mãe e gerar insegurança desnecessária à criança.

Achar que seu bebê ficará atrasado só porque não entrou na tal aula da moda de natação com 6 meses...
Ou comprar um andador porque seu filho tem mais de 1 ano e ainda não anda sozinho...
Ou tirar a fralda antes da hora só porque o filho da sua amiga desfraldou com menos de 2 anos... 
Tudo isso não vai mudar em nada a nossa vida como mãe, e pode sim prejudicar o desenvolvimento da criança.

Sempre penso nisso não só para evitar comparar minhas filhas à outras crianças, e sim para tentar nunca compará-las entre si. Principalmente por ter duas meninas com pouca diferença de idade, e que crescerão juntas.

Tudo que passei com a Bruna ainda está super  fresco na minha cabeça, então todo o dia me esforço para criar cada uma delas dentro da sua própria identidade e desenvolvimento. 
Mas não é fácil. 
Quantas vezes eu não falo para a Bruna: Olha, a Manu não chora para comer, você devia ficar boazinha igual ela... 
Ou quantas vezes eu não penso; Que estranho, a Manu ainda não engatinha... a Bruna já engatinhava com essa idade...

Porém são crianças diferentes. 
Pode ser que cresçam sendo super parecidas na personalidade e no físico, mas pode ser que cresçam totalmente diferentes.

É possível que qualquer uma delas:
Seja a melhor aluna e tire as melhores notas da classe, ou fique sempre em recuperação;

Seja a mais alta ou a mais baixinha;

Com mais amigos ou com poucos;

A mais tímida ou a mais extrovertida;

A que gosta de Ballet ou a que gosta de natação...

E aí que vem a sabedoria dos pais em educar e criar nas diferenças. 
Não do jeito que nós gostaríamos e idealizamos, e sim do jeito que eles sabem fazer.
Focando e elogiando as qualidades de cada um, e ensinando e encorajando a superar as dificuldades. 
Sem comparar.

Pois no final , que diferença faz se seu filho vai andar com 10, 12 ou 15 meses, já que depois disso ele andará por uma vida toda?!

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Vida de Mãe - Os filhos crescem, vem as frustrações


Nunca me esqueço do dia em que grávida da Bruna, no aeroporto esperando as malas chegarem, vi um pai com 2 filhos que fiquei horrorizada e atordoada.
As crianças davam chiliques, gritavam, se jogavam no chão e estavam super impacientes. Os pais gritavam, mandavam eles ficarem quietos, e nada. 
De repentes desistiram e simplesmente deixaram aquelas duas crianças chorando no chão . 
A mãe olhava com aquela cara de esgotada e o pai foi buscar as malas.

No meu ponto de vista eu pensava assim: Meu Deus, como os pais deixam essas crianças chegarem a esse grau de falta de educação? Gritando , se jogando.... ah, isso é culpa dos pais que fazem corpo mole e não  impõe respeito com certeza. Meus filhos nunca serão assim....

Ah Se eu soubesse...

E os pais que perdem a paciência e gritam com os filhos? Que absurdo! Eu nunca vou gritar assim com as minhas filhas...

Ah se eu soubesse....

Isso para apenas desabafar e contar que tenho passado alguns apertos com a Bruna. Algumas horas me culpo, outras acredito que todas as mães passam por isso. E já até chorei um dia que perdi a paciência com ela e segurei forte em sua mãozinha e gritei sem paciência para ela parar de dar chiliques.

Acho que ela está no famoso "Terrible Two". 
Ela é muito esperta e assumo, foi bastante mimada como todo primeiro filho.
E por ter ficado até os 2 anos e 4 meses sem ir para a escola e comigo trabalhando em casa o dia todo, é super ligada a mim.

A Bruna não é de dar showzinhos na frente de outras pessoas. Mas aqui em casa está dando um certo trabalho. 
Nessa fase em adaptação na escola, parece que ela está ainda mais carente, só quer ficar comigo, pede tudo chorando, faz malcriação, me desafia, não quer tirar a chupeta da boca....
Tenho tentado entender o lado dela que está se sentindo insegura por estar longe de mim algumas horas, e me esforçado para dar mais atenção e educar sem perder a paciência, impondo limites com sabedoria.

Mas não é fácil. Tem dias que conto até 100 para não explodir e queria apenas ter um botão para apertar e me transportar para um local sem choro de criança, com silêncio absoluto.
E nem sei quantas vezes sem saber mais como agir ou o que fazer, deixo ela dando seus chiliques e saio de perto. Pois descobri que sem platéia o chilique não tem tanta graça!

A real é que ela cresceu e está conquistando sua pequena independência. Tem vontade própria e sabe direitinho como me provocar.

E quando os filhos não são mais aqueles bebês que nós controlamos, colocamos no carrinho, escolhemos tudo que eles vão fazer, comer, vestir, nós também temos que aprender a lidar.

Aí sim começa a difícil tarefa de educar, que é um aprendizado a cada dia, e que muitas vezes frustra por não conseguirmos ter um resultado como de fato gostaríamos, e temos que muitas vezes viver com culpa e insatisfação. 
Pois é claro que toda mãe quer que seu filho tenha um comportamento exemplar e faz de tudo para isso.

Então cheguei a conclusão que a melhor maneira de me acalmar e não me culpar tanto é voltar no tempo e pensar; eu teria feito algo diferente? 
Não , eu não teria.
Teria mimado igual, teria deixado ela fazer tudo que fez e a teria curtido do jeito que eu fiz. 
Pois ainda tenho uma vida toda pela frente para educar, reeducar e ensinar o que considero bom e correto para ela. 

Por outro lado estou vivenciando uma fase maravilhosa de uma pequena pessoa se tornando gente.

A Bruna é muito esperta, conversa como um adulto, sabe tudo e tem uma alegria que é contagiante. E tem se tornado uma verdadeira companheira para mim. Há poucos meses era apenas um bebê e hoje senta para fazer a mão comigo, penteia meu cabelo, cantamos musicas juntas, voltamos da escola conversando no carro como verdadeiras amigas. É simplesmente delicioso!
E esses momentos deletam de vez toda a frustração e impaciencia de outros.


É por isso que hoje, com duas filhas, eu mais do que compreendo aquele casal no aeroporto esgotado e seus filhos se jogando no chão. 
Hoje acho que se depois de horas de voo e cansada, se minhas filhas resolvessem ter ataques no aeroporto, também estariam no chão gritando sem parar!

E vocês como mãe, também se sentem frustradas algumas vezes por não conseguirem dar conta dos chiliques dos seus filhos?
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Vida de Mãe - Organizando a Rotina - Etapa Final

Tenho recebido muitos emails me perguntando como é a rotina de sono e alimentação da Manu.
Agora que ela já almoça e janta, a rotina ficará fixa pelos próximos meses e até anos. 
Então na série de posts "Organizando a Rotina" esse será o último. Onde o objetivo é determinar e fixar os horários das refeições e sono, e manter o mais fiel possível para logo a criança se acostumar e seguir essa rotina.
Organize esse horários em função da sua vida, se você trabalha e quer ver o bebê acordado na sua hora de almoço, se você quer que seus dois filhos durmam na mesma hora, se você quer que acorde mais cedo....enfim. Adapte com bom senso a rotina do bebê ao que for melhor para você e sua família. Sempre respeitando não passar o intervalo de 3 horas entre refeições ou lanches, e sempre mantendo o sono da tarde.

Vocês lembram que a Manu estava acordando 4-5 vezes por noite há 2 meses atras? ( vejam aqui)


Desde então tive que introduzir a mamada dos sonhos por orientação da pediatra. De fato foi melhorando aos poucos e hoje ela não acorda mais de madrugada. Então mais um passo foi dado e com resultado positivo!

Porém eu tenho que esperar até as 23.00hs para amamentar, vou dormir quase à meia noite, e como um reloginho ela acorda todo dia as 6 da manhã e simplesmente não dorme mais. Piorou ainda com a mudança do horário de verão. Mas o objetivo que seria não acordar mais, foi cumprido.


Vamos a rotina da Manu que eu adaptei para que ela e a Bruna dormissem mais ou menos no mesmo horário depois do almoço, e para que sempre a Manu almoce e jante antes da Bruna. 
O horário de dormir também é  o mesmo para as duas. 




6.00- 6.30 - Leite Materno

8.30-9.00 - Lanche I ( 1 suquinho de laranja ou uma fruta )
11.00 - Banho
11.30 - Almoço
12.00 - 14.00 - Soninho da tarde
14.00-14.30 - Leite Materno
15.30 - Lanchinho II ( fruta)
18.00 - 18.30 - Jantar
20.00 - Leite Materno e já vai para o berço dormir
23.00 - Leite Materno


Em relação aos soninhos da manhã e da tarde, aqueles de 15-20 minutos, a Manu briga com eles. Nem sempre ela descansa , depende do dia. Mas nessa fase dos 6 meses é importante que o bebê ainda tira essas sonequinhas até eliminá-las de vez na faixa de 12 meses.


Agora que a rotina dela está fixa, eu vou começar a tentar outros recursos para ver se ela dorme um pouquinho mais, pelo menos até as 7 - 7.30 da manhã pois eu estou super cansada. Se eu não tivesse que dar a mamada dos sonhos, poderia dormir mais cedo, e então seria ok para mim.
Quando a Bruna acorda as 7 e pouco, eu já estou com a Manu há mais de 1 hora, então fico um zumbi. 

E se alguém tiver uma super dica de como fazer o bebê dormir um pouquinho mais pela manhã, eu estou super aceitando! Nem trazendo para a minha cama, amamentando no escuro, deixando ela no colo...nada! A Manu desperta e quer brincar! 

Espero que daqui algumas semanas eu retorne aqui para dizer que estou com as duas dormindo a  noite toda! 

Sonho meu...!



Quem quiser rever os posts do mesmo tema de "Organizando a Rotina":

- 1a Etapa ( clique aqui)
- 2a Etapa ( clique aqui )
- Reorganizando ( clique aqui)
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Vida de Mãe - O Desmame

Desmame é mais um assunto polêmico e delicado. Principalmente porque nunca ninguém vai te entender.

Algumas pessoas falam; "Nossa, você já amamentou demais, está ótimo" outras falam: " Não acredito que você vai parar de amamentar, coitada da sua filha"... 

A real é que o desmame só interessa a você. 
Não importa o que os outros pensem ou deixem de pensar. 
Cada mãe tem os seus motivos.

Eu sou meio radical em tudo que aplico às meninas, mas acho que no assunto amamentação, sou das mães que ficam no "meio termo" . 
Não acho bacana a mãe que não tenta amamentar seu bebê pelo menos por uns dias , assim como não acho bacana aquelas crianças enormes arrancando a blusa da mãe e pedindo o peito. 

Como não cheguei a falar como foi com a Bruna, hoje vou contar um pouco dessa experiência que em breve terei que passar mais uma vez.

O desmame nunca é fácil a não ser que seu leite seque sozinho ou que seu bebê não queira mais de uma hora para outra. Claro que isso não é nada legal e é sofrido também. 

Mas quando você tem leite que não diminui ao longo dos meses, é você quem opta até quando quer amamentar.

Não interessa se você tenha que parar de amamentar pois voltará ao trabalho em 4 meses, ou porque simplesmente seu filho já esteja grandinho demais. A decisão de parar nunca é fácil para nenhuma mãe, e vem acompanhada de muita culpa e insegurança. Pois sempre pensamos; será que estamos fazendo o melhor pelos nossos filhos?

A Bruna mamou exclusivo no peito até 7 meses, e entre 7 e 8 meses fui mesclando com leite artificial até parar de vez.
Meu objetivo era chegar até os 6 meses quando a comida salgada seria introduzida. E não interessa o que falam por aí, para mim 6 meses já eram mais do que suficientes para dar saúde, imunidade e todo o beneficio que o leite materno traz. 

Nessa época eu e meu marido marcamos uma viagem de alguns dias, só nós dois, para quando a Bruna completasse 8 meses. 
Então com 7 meses comecei a tentar parar. 
E mais uma vez como tudo no meu processo de amamentação, foi um caos.

Mesmo intercalando as mamadas com mamadeira, meu leite não diminuia . E pior, empedrava pois eu pulava uma ou duas mamadas por dia.

Foi entao que meu medico indicou tomar um remédio para secar de vez o leite. E veio aquela sensação de culpa. Secar de vez?? Eu não posso ir parando aos poucos?
E infelizmente isso seria impossível para mim que produzia muito leite.
Ou eu parava de vez, ou amamentava pelo menos 4 vezes por dia para o peito dar conta.

E faltavam 3 semanas para a minha viagem, eu não tinha opção.

Sobre parar eu já estava mais do que decidida. Mas engolir um comprimido e secar o leite. Isso é horrível. Parece pecado sabe?
Tanta gente quer amamentar e não consegue, e eu tenho que tomar um remédio. Aí aumentava ainda mais a minha culpa.

Então tudo que é difícil, eu prefiro encarar de uma vez.
Decidi em uma certa noite que seria a última mamada da Bruna no peito e que em seguida eu tomaria o tal remédio.

Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, e amamentei chorando muito. 
Me senti muito mal, parecia que estava fazendo algo errado. Não foi legal.

No dia seguinte eu já esperava nao ter nm mais uma gota de leite. 
Então para minha surpresa meu peito amanheceu explodindo de leite como de costume.
Liguei para o meu médico e ele disse para eu passar uma faixa bem apertada no peito e aguentar até onde desse, pois se eu amamentasse, continuaria produzindo leite.

Quase morri de dor esse dia, e quando meu peito parecia 2 blocos de concreto eu não aguentei e fui amamentar a Bruna.
O remédio de 2 doses que funciona para todas as mulheres que querem secar o leite, comigo foram necessário 6 doses. 
E esse processo levou 3 semanas até secar totalmente com muita dor, empedramento e mal estar pela alta dose do remédio.

Graças a Deus, a culpa de parar de amamentar foi amenizada com a facilidade da Bruna em se adaptar à mamadeira e ao leite artificial, e de nunca mais tentar pegar meu peito. 
E logo depois confesso que a sensação de ter um pouco de liberdade foi muito boa!

Dessa vez ando em um dilema; tem horas que não pretendo parar de amamentar a Manu tão cedo, tem horas que já quero parar.
A amamentação consome demais de mim, fico exausta e acreditem, se eu exagerar em beber muita água que seja, meu peito produz demais.
Pular mamada então, nem pensar... Então amamentar 4 a 5 vezes por dia, já está cansativo demais para mim.
Agora que vou introduzir a papinha salgada, serão 2 mamadas a menos, e aí sei que vou ter que parar pois não vou ficar tirando leite com a bomba para não sentir dor. Seria uma tarefa a mais para incluir no meu dia onde mal dou conta de tudo que tenho para fazer.

Por isso sei que a hora está chegando. Só estou com um pouco de preguiça do processo todo com o remédio.

O que vale para mim é que já me sinto super realizada como mãe. Tanto com a Bruna, quanto com a Manu, eu dei o meu melhor, encarei as dores e todos os problemas que tive com a amamentação sem desistir e cumpri a minha meta de 6 meses para cada uma delas.
Daqui para frente cada dia a mais é "bônus" !

Porém, depois de 3 anos vivendo só em função de gestação, amamentação e filhos, estou sentindo uma vontade enorme de cuidar um pouco de mim...

Vamos ver como será dessa vez e logo conto aqui no blog!

Agora o que eu quero muito saber é como foi o desmame para vocês! Vou adorar quem puder dividir essa experiência aqui!

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