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Gel Dental Weleda



Eu adoro os produtos da Weleda, mas ainda não tinha testado nas meninas o gel dental infantil.
Ele é indicado desde o surgimento dos primeiros dentinhos e sua fórmula é natural e sem flúor, o que não representa perigo no caso de ingestão.

O que a marca me informou é que esse produto acabou de ser reformulado e recebeu um selo que certifica que o produto é totalmente isento de fragãncias sintéticas, corantes e aromatizantes artificiais. O que acho excelente já que em alguns casos bebês até menores de 6 meses já possuem dentinhos para escovar e é inevitável que acabem ingerindo o creme dental.

Diferente do antigo que era de cor laranja, o novo gel é semi transparente e o sabor é bem docinho e gostoso. Eu experimentei e lembra muito o sabor do chiclete Ping Pong de hortelã ( lembram?!)!!

Eu usava a Malvatrikids nas meninas mas agora com a possibilidade de ter um produto muito mais natural, será a minha opção para os próximos anos até poderem usar os cremes dentais comuns com flúor.

O valor fica em torno de R$ 23. É bem mais caro que os outros cremes dentais infantis, mas acho que vale por ser muito superior em tudo que diz respeito à saude não?

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Comentando - Angelina Jolie


Ontem foi publicada uma carta da atriz Angelina Jolie no New York Times que com certeza chocou e emocionou muita gente.

Para quem ainda não leu a reportagem, clique AQUI

Angelina descobriu que tinha 87% de chance de ter câncer de mama por possuir um gene herdado de sua mãe, que lutou contra um câncer por 10 anos.
Então decidiu fazer uma mastectomia reduzindo para apenas 5% sua chance de ter a doença.
O processo todo durou 3 meses, e foi feito em etapas.
E por ainda não ter a doença, os médicos conseguem poupar o bico do seio, em um processo relatado por ela extremamente doloroso.
Depois foi feita a mastectomia e então os implantes.

Eu chorei lendo o relato...

Mas apesar de ser admirável a atitude dessa mulher, eu penso que 87% de chance é praticamente certeza que ela teria a doença.

Então haveria outra alternativa?

Claro que ela teve suporte dos melhores médicos do mundo e que com certeza depois dos implantes, ficará esteticamente ainda mais bonita. 
Mas uma cirurgia dessas deve ser difícil demais. Além de ser super séria e delicada, envolve o emocional, a auto estima e o medo. Pois por mais dinheiro e suporte que ela tenha, riscos de uma hemorragia ou infecção, qualquer pessoa pode ter.

Dormi ontem pensando nela e nos filhos e em quantas mulheres próximas que conheço e já tiveram câncer de mama.

Eu tenho muito medo de ter. Na verdade tenho medo de ter até uma virose depois que tive as meninas. E por estar com 37 anos já vou começar a fazer os exames preventivos todo ano. Meu GO há poucos dias me pediu um ultrassom de mama por ser menos invasivo por eu ainda ter um pouco de leite, fizemos o exame de toque onde só de apalpar o médico consegue encontrar nódulos ou carocinhos,  e a partir do ano que vem farei mamografia.

Acho que vale o alerta que a prevenção pode salvar muitas mulheres dessa doença horrível que infelizmente é um dos tipos de câncer mais comuns.

E que Deus proteja todas nós mulheres e dê a Angelina anos e anos de vida para poder cuidar com todo amor de seus 6 filhos, e continuar ajudando todas as crianças carentes pelo mundo nos inúmeros projetos voluntários em que ela está engajada.

Parabéns Angelina!

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Coluna da Mari - APLV

Queridas Leitoras, a partir de hoje vou contar com a participação de algumas colaboradoras para agregarem ainda mais conteúdo ao blog. 
São profissionais competentes, de diferentes áreas, que irão se aprofundar em alguns assuntos importantes relacionados a gestação e maternidade.

A responsável sobre tudo que se relaciona a nutrição da mãe e do bebê será a Nutricionista Mariana Del Bosco, que fala hoje sobre  a Alergia a Proteína do Leite de Vaca.
Quem tiver dúvidas é só deixar um comentário abaixo do post que assim que possível ela responderá.



APLV

  A alergia alimentar é uma reação anormal do organismo a proteínas presentes nos alimentos.  

  Os 8 principais alimentos que podem deflagrar alergia são: leite de vaca, soja, ovo, trigo, peixe, frutos do mar, amendoim e castanhas. 

  Em crianças, a alergia à proteína do leite de vaca é a mais comum das alergias alimentares, acomete 1 a cada 20 bebês.  É preciso estar atento à tendência genética, já que filhos de pais alérgicos têm 75% de chance de desenvolvê-la.  

  Os sintomas podem ser imediatos, com vômito, diarreia, edema, asma, rinite, urticária e, em casos mais graves, anafilaxia. Alguns sintomas podem também aparecer depois de algum tempo da ingestão,  com dor abdominal, sangue nas fezes, assadura, recusa alimentar e choro excessivo. É possível que alguns bebês possam ter manifestações mistas, com sintomas imediatos e tardios. 

  O diagnóstico, feito pelo pediatra, é baseado nas manifestações clínicas. A retirada do alergeno, seguida do teste de provocação é uma das formas mais eficazes de diagnosticar. Alguns testes laboratoriais também podem ser solicitados. 
Com a confirmação do diagnóstico, exclui-se o alimento causador da alergia e cessam os sintomas. A grande maioria das crianças desenvolve tolerância ao leite até os 2 anos de idade. 

  Bebês alimentados com fórmula láctea deverão trocá-la por fórmula específica para alergia. Aqui, vale destacar que o recebimento da fórmula via Secretaria da Saúde é um direito do portador. Para tanto, é necessário seguir o protocolo específico em cada cidade. 

  Bebês em aleitamento materno que apresentarem alergia alimentar devem seguir com a amamentação exclusiva até os 6 meses e a mãe deve excluir completamente leite e derivados da sua dieta, enquanto durar a amamentação. A exclusão deve ser total, portanto, deve-se tomar cuidado com a contaminação cruzada (quando usamos o mesmo utensílio para um lácteo e para o alimento que deve estar livre de seu contato) e com alimentos que possam conter traços de leite. A mãe deve garantir que sua alimentação estará adequada atentando-se à leitura de rótulos, pesquisando nos SACs das empresas alimentícias e garantindo o preparo dos alimentos em casa, com segurança.  

  Ao introduzir alimentos para as crianças maiores de 6 meses, permanecem os cuidados para isentá-la do contato. Todos os familiares devem ser informados da importância do tratamento para que a criança não apresente nenhum sintoma e para que desenvolva a tolerância ao leite o quanto antes. É importantíssimo avisar a todos que um pedacinho, por menorzinho que seja, deflagra sim a reação alérgica.

  Cuidado, já que o termo LEITE nem sempre estará presente na lista de ingredientes dos alimentos que o contenham. Deve-se checar rótulos e NÃO CONSUMIR qualquer alimento que apresente: caseína, caseinato, lactoalbumina, lactoglobulina, lactulose, lactose, proteínas do soro, soro de leite e whey protein. Alguns flavorizantes como, sabor de manteiga, sabor caramelo, aroma de queijo, também podem esconder leite em sua composição. Na dúvida, ligue para o SAC.  

   E, por fim, não podemos confundir APLV com intolerância à lactose. O termo “alergia à lactose”, inclusive, é um erro. Alergia, como vimos, é uma reação do organismo à proteína, já a intolerância à lactose é uma dificuldade de digestão do açúcar do leite – a lactose.  
Enquanto à APLV é mais comum em crianças, a intolerância à lactose é mais comum em adultos, especialmente em idosos, já que a produção da lactase – a enzima que digere a lactose – tende a diminuir com a idade. Os principais sintomas são empachamento, gases e diarreia. Sua ocorrência em crianças é rara, e quando ocorre, é secundária, ou seja, decorrente de outro problema como doença inflamatória no intestino. 

Alternativas para a mamãe que amamenta:

É bem difícil seguir a dieta isenta de alimentos que contêm as proteínas do leite. O leite está amplamente distribuído em preparações culinárias e nos alimentos industrializados, sendo assim, além de cortar o leite e seus derivados da dieta é preciso cozinhar de forma segura e checar a rotulagem de todos os alimentos industrializados.
Não só como nutricionista, mas também como mãe que amamenta uma bebê portadora de APLV, selecionei algumas dicas práticas:


• O sanduiche vai ser bem diferente do habitual.  A começar pelo pão. Não há garantias que o pão da padaria não tenha sido contaminado com algum produto com leite. Já houve caso de padaria que usa leite em pó na receita para que o pão fique mais macio. Pães industrializados, por serem processados em equipamentos que tem contato com lácteos, podem conter traços de leite. Cheque nos SACs das empresas, quais pães são seguros para consumo. Na wickbold, o pão australiano está liberado, assim como toda a linha pinheirense. Sugiro adquirir a máquina de pão para fazer receitas absolutamente seguras, saudáveis e deliciosas. 
• Para incrementar o sanduiche, use tofu, patê de atum ou frango com maionese, abacate com sal e azeite, homus, salmão defumado e carpaccio com mostarda. Alguns embutidos podem conter traços de leite. Melhor evitar.  A margarina becel  é uma das poucas, senão a única, que não contem traços de leite. 
• A maioria dos biscoitos também contêm leite. Para ter certeza, somente através da leitura de rótulos mesmo. Recomendo a linha de cookies da jasmine e aqueles biscoitinhos japoneses, o sembei  e o de arroz. O de arroz da Camil também é isento. 
• São poucas as opções de doces sem leite. Os doces em calda e compotas são seguros. Bolo de fubá, bolo de laranja e bolo nêga maluca (de chocolate e sem leite) podem ser feitos em casa. Há também alternativas veganas de bolos, chocolates, sorvetes e etc.  
• Não é 100% seguro comer fora. Tudo pode ter sido preparado com manteiga e há o risco de contaminação cruzada. Mesmo que você opte por comer  alimentos crus no japonês,  corre o risco de haver uma contaminação com o cream cheese. Eu tenho saído pouquíssimo para jantar, nas poucas vezes que fui , optei por : salada de salmão defumado, steak tartar e bolinho de bacalhau. 
• Para beber, sugiro o leite de soja. Opte pelo leite mesmo, já que o suco à base de soja não contém a mesma quantidade de proteína e cálcio. 
• É bem possível que haja necessidade de utilizar algum suplemento de cálcio. Um nutricionista pode avaliar qual a melhor forma e dosagem. 



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